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domingo, 25 de outubro de 2009

"Se Maomé não vai à Montanha... a Montanha vai a Maomé"


O sucesso que as Bibliotecas Itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian tiveram em Portugal, desde 1958 a 2002, relegou para um cantinho obscuro da memória que, em 1953, foi o escritor António José Branquinho da Fonseca, Conservador-Bibliotecário do Museu-Biblioteca do Conde Castro Guimarães, em Cascais, a ter a ideia de criar uma extensão móvel deste Museu-Biblioteca. Esta extensão consistia numa carrinha a circular pelas escolas e povoados, proporcionando um acesso da população, de outro modo impossível ou improvável, aos livros e à leitura, através de um serviço de empréstimo domiciliário. Foi o êxito desta iniciativa que levou a Fundação Calouste Gulbenkian a aceitar a sua sugestão, em 1958, para a expansão nacional de um serviço de bibliotecas itinerantes.

Actualmente, assistimos ao nascimento de outro projecto de itinerância cultural, original entre os museus portugueses: o Museu Nacional Carlos Machado criou um serviço móvel para levar o museu às escolas, visto que a distância e interioridade das ilhas dos Açores dificulta a ida das crianças ao museu. Assim nasceu o Museu Móvel do Museu Nacional Carlos Machado, carrinha que se desloca às escolas para aí montar exposições temporárias (de apenas um dia) e actividades, relacionadas com o museu e com o património cultural e natural de cada localidade visitada, organizando-se as oito pessoas que constituem a equipa, para a montagem da exposição, organização das visitas e actividades com grupos de alunos e posterior desmontagem da exposição. Para o sucesso desta iniciativa, contam ainda com Representantes do Museu em cada escola.
Vale a pena ler o artigo saído no Boletim N.º32 de Museus em Rede, pp.9-11 (Rede Portuguesa de Museus), visitar o site do Museu Nacional Carlos Machado e para quem quiser aprofundar a questão das Bibliotecas Itinerantes, convido à visita de Bibliotecas em Portugal (Suporte).
Fontes iconográficas:
Imagem do topo:
Neves, Rui, As Bibliotecas em movimento. As Bibliotecas móveis em Portugal [on line/em linha]. Acesso a 25/10/2009, 10h00 min.
Segunda Imagem:
Museu Nacional Carlos Machado, Açores, publicada no Boletim N.º32 de Museus em Rede.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

O zapping do rato

Um ano decorrido desde a criação deste blogue, durante o qual se viajou virtualmente à volta do mundo, tentando-se encontrar websites e blogues de instituições museológicas, patrimoniais e outras de interesse, para as conhecer e dar a conhecer, impõem-se algumas considerações.

O que é, exactamente um bom blogue ou um bom website?

Supostamente, o que principalmente queremos encontrar num blogue ou website, é informação escrita e visual cientificamente correcta, o mais completa possível, à distância do conforto de um clique no rato.
No entanto, essa informação tem de ser apresentada de uma forma visualmente atraente, com um bom design gráfico - caso contrário, nem nos damos à maçada de tentar ler. Encontram-se demasiados websites e blogues que, em termos de formatos, cores e escolha de lettering são tão pobres ou tão mal concebidos, que não possibilitam um segundo olhar, fazendo-se, imediatamente, zapping com o rato, de retorno à página de pesquisa.

Especificamente no caso dos websites das instituições museológicas, seja por constrições orçamentais, de menor sensibilidade, interesse e investimento na área do webdesign da página do museu ou por simples falta de recursos humanos técnicos e tecnológicos, a ausência de conteúdos apelativos, de multimédia e de interactividade limita muito o interesse dos que acedem a essas páginas. Este é um facto particularmente grave, nesta era das novas tecnologias, porque o primeiro contacto que se tem com um museu é através da sua página na internet, pelo que a falta de investimento no desenvolvimento dessa página se torna desastroso em termos da divulgação e marketing de qualquer instituição.

É certo que muito se tem evoluído tecnologicamente com a web 2.0 a proporcionar um maior desenvolvimento nas páginas de muitas instituições museológicas e patrimoniais (a saber que possibilidades trará a futura web 3.0), mas muito há ainda por fazer. A boa notícia é que muitos websites têm sido melhorados desde há um ano para cá - muitos ainda de modo insuficiente, mas algum esforço é visível (veja-se o caso da esmagadora maioria dos museus municipais portugueses, sem página própria, alojados nas páginas das Câmaras Municipais, ultimamente com sensíveis melhorias em termos de imagem, mas permanecendo totalmente estáticos e ineficazes como páginas de museu, tal como sucedeu anteriormente com as páginas de museus municipais, da Geira).

Igualmente, o desenvolvimento de conteúdos multimédia através da reconstituição de ambientes naturais e históricos, com edifícios e cidades recriados a partir dos sítios arqueológicos, desenvolvidos por diversas empresas e universidades, em vários países, tem permitido visitas virtuais - "viagens no tempo", não só nos próprios museus, como nas visitas virtuais oferecidas nos conteúdos das páginas de alguns museus.

De enorme utilidade serão cada vez mais as aplicações destas tecnologias de alta precisão, na constituição de bancos de dados virtuais para o estudo científico dos achados arqueológicos, evitando os riscos que um contínuo manuseamento das peças implicam, em termos de conservação, assim como um ganho extraordinário no acesso global à recolha de dados e na poupança de tempo e de custos de investigação.

Assim, em conclusão, para se evitar o impaciente zapping do rato, há alguns factores a ter em conta:

- O investimento em webdesigners, designers gráficos e tecnologias de última geração é fundamental na criação do website de uma instituição museológica, para garantir uma imagem de impacto inicial e continuada do museu;

- Uma das melhores acções de marketing do museu é o seu website, antes, e após a visita, assegurando a continuação dos laços que o visitante estabelece com o museu, exigindo uma página que mantenha conteúdos actualizados, cientificamente correctos mas acessíveis, conteúdos multimédia (filmes, reportagens, visitas virtuais, recriações 3D), visitas guiadas online e conteúdos pedagógicos atraentes para crianças, família e escolas, e as actuais utilidades interactivas (loja virtual, bilhetes online, notícias diárias do museu e das suas exposições, sondagens, blogues, fóruns...etc.). Um exemplo muito bom será o do Museu do Louvre (Paris, França);

- Um dos pontos a ter muita atenção é a correcção no uso do vocabulário museológico na página web, para evitar, mais uma vez, o zapping do rato. Dão-se apenas dois exemplos:

- Um erro frequente em páginas web de museus um pouco por todo o mundo é a confusão entre "visita virtual" e "guia" e/ou "roteiro" (em versão reduzida). A "visita virtual" não é um simples guia e roteiro online, com textos mais ou menos longos e fotografias de algumas peças das colecções do museu. Uma "visita virtual" é uma visita através de um pequeno filme ou de imagens em movimento, em rotação de 360º, reconstituição virtual em 3D - algo, enfim, que nos permita visitar virtualmente o espaço museológico ou musealizado (sítios arqueológicos, monumentos...) e as suas colecções. Um exemplo de uma visita virtual é a visita a Stonehenge ;

- Outro erro frequente é a designação de "museu virtual" que, mais uma vez, também não é uma colecção de textos e fotografias e sim, um museu criado online, com ou sem correspondência física com um museu real, com conteúdos multimédia de modo a proporcionarem aos visitantes visitas virtuais, informação, interactividade, actividades pedagógicas e bancos de dados e imagens (não se devem limitar a ser bancos de dados e imagens). Bons exemplos de museus virtuais são o MUVA - Museo Virtual de Artes El Pays (Uruguai) e o Museu Virtual de Aristides de Sousa Mendes (Portugal). Menos bons exemplos serão a Web Gallery of Art e o Museum with No Frontiers - Discover Islamic Art, que funcionam, sobretudo, como fabulosos bancos de dados e de imagens, com visitas virtuais infelizmente demasiado semelhantes a guias e pequenos roteiros online... estáticos.

domingo, 19 de julho de 2009

68 Peças de museus municipais vão ser emprestadas ao Grupo Pestana

De acordo com a notícia publicada a 17 de Julho do Jornal de Notícias, a Câmara do Porto pretende emprestar por um ano, 68 peças de mobiliário e objectos decorativos, pertencentes ao espólio de museus municipais, em depósito, ao Grupo Pestana, para servirem os projectos de decoração de interiores dos espaços comuns e do restaurante da Pousada do Freixo.

William A. Bostick disse certa vez que "o grau de segurança de um museu corresponde, na realidade, ao ponto a que os directores de museus se preocupam com esse problema" [1].

Em Portugal, é notória a dedicação, interesse e esforço dos directores de museus, qualquer que seja a sua tutela, pela segurança e conservação preventiva das colecções a seu cargo. Isto implica lidar com todos os problemas inerentes a essa conservação, levantados pelos edifícios e espaços, condições físicas, técnicas e humanas específicas de cada museu, com orçamentos para a gestão museológica mínimos e, em muitos casos, insuficientes, dependendo-se em muito do sentido de responsabilidade e voluntariado de todo o pessoal do museu, para assegurar a sua salvaguarda.

Assiste-se agora ao absurdo de se recuar no tempo e voltar a ver os museus - hoje os museus municipais do Porto (amanhã quem se segue?) - por imperativos da sua tutela, a cederem, a título de empréstimo, peças antigas insubstituíveis para decorarem espaços particulares e públicos. Estaremos nós de volta ao século XIX, para assistir a uma redistribuição arbitrária de valiosos bens culturais, expropriados e arrolados no património português, por espaços públicos e privados, ou talvez mais precisamente ao século XX, durante a ditadura salazarista, quando os Museus Nacionais eram obrigados a fornecerem mobiliário, peças decorativas e utilitárias, não só para decoração dos gabinetes dos Ministérios do Estado e Embaixadas, mas para tudo prover para os banquetes de Estado e visitas oficiais de entidades estrangeiras?

Embora os termos do contrato entre a Câmara Municipal do Porto e o Grupo Pestana não sejam conhecidos, o problema subsiste: estamos a falar de expor e em que condições de exposição e conservação, em espaços de acesso fácil, 68 peças de mobiliário, faiança, espelhos - são 68 peças insubstituíveis dos museus municipais do Porto, o que representa um verdadeiro pesadelo em termos de segurança e de conservação, num espaço que se estende ao longo de 88 quartos, áreas comuns e restaurante (a Pousada é constituída por dois edifícios: o Palácio do Freixo e o alojamento a situar-se no edifício da antiga fábrica de Moagem Harmonia, desalojando-se daí o Museu da Ciência e Indústria).

Será possível que o Grupo Pestana nunca tenha ouvido falar nas excelentes reproduções de colecções dos museus portugueses? Não faria maior sentido colocar nas tais "áreas comuns e no restaurante da Pousada", essas e outras reproduções? Que condições podem estes espaços oferecer para garantir uma conservação ambiental e segurança adequadas a peças antigas, que exigem modos diversos de exposição, temperatura, humidade, luminosidade, etc.? O Grupo Pestana comprometeu-se em assegurar os trabalhos de restauro e conservação destas peças e com certeza que vão precisar, indo o pessoal de limpeza da Pousada receber formação em manutenção e conservação, de técnicos da Câmara. Resta saber como serão feitos esses trabalhos de restauro e conservação, visto que a formação técnica de um técnico em conservação não se faz num ano e cada peça é uma peça...

É caso para se dizer que, actualmente em Portugal, o grau de segurança das colecções de um museu municipal corresponde, na realidade, ao ponto a que os vereadores da Cultura em cada Câmara Municipal se preocupam com esse problema...

Esta é uma resposta (alargada) ao debate lançado pela Professora Doutora Alice Semedo, no seu excelente site da rede social para estudantes, profissionais e especialistas em museus, museologia.porto, que se encontra ainda em aberto.

O link para a notícia do JN "68 peças vão para a Pousada" encontra-se em "Notícias", na coluna direita deste blogue.

Nota: [1] Bostick, William, Guide pour la Sécurité des Biens Culturels, UNESCO, Paris, 1978.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Dia Internacional dos Museus: "Museus e Turismo"


Hoje comemora-se o Dia Internacional dos Museus (ICOM), cujo tema este ano é "Museus e o Turismo". Em Portugal, o Instituto de Museus e Conservação (IMC) tem estado a apresentar uma programação especial de actividades muito diversas nos Museus e Palácios Nacionais (RPM), a não perder.
Foi em 1977 que o ICOM decidiu instituir o Dia Internacional dos Museus, com o objectivo de desenvolver um maior entendimento e relacionamento entre os profissionais dos museus e o público, de modo a não se perder a finalidade museológica essencial dos Museus - "instituições ao serviço de uma sociedade/comunidade e do seu desenvolvimento"- defendendo e preservando a memória e identidade da comunidade, pela participação de forma proactiva no seu desenvolvimento cultural. Foi então recomendado que a 18 de Maio o Dia Internacional dos Museus seria comemorado com actividades especiais, ao redor do mundo. Apenas a partir de 1992 se decidiu que as celebrações passariam a ser realizadas sob um tema específico escolhido anualmente pelo ICOM (Resolução N.º5 - Dia Internacional dos Museus, tomada durante a 12ª Assembleia Geral do ICOM, a 28 de Maio de 1977).

domingo, 17 de maio de 2009

Formação Ambiental em Campo de Trabalho Internacional


"Numa região profundamente marcada ao longo dos séculos pela acção humana, onde a paisagem natural se funde com a humanizada, a Associação Transumância e Natureza (ATN) convida-o a participar num Campo de Trabalho Internacional (CTI), realizado com o apoio do Instituto Português da Juventude (IPJ) e em parceria com a APDARC (Associação para a Promoção da Arte e Cultura do Vale do Côa e Douro Superior). Este campo pretende apoiar a inventariação de estruturas e construções rurais, assim como de histórias e saberes locais, na Reserva da Faia Brava, propriedade da ATN na ZPE do Vale do Côa. Os participantes deste CTI recebem formação teórica e prática em metodologias de inventário de arquitectura rural e de inquéritos e apoiam a ATN nos trabalhos de campo de inventário e reconstrução, que serão realizados em conjunto com especialistas convidados. Todos os dados e conhecimento recolhidos serão compilados num relatório final, que servirá de apoio à elaboração de actividades ecoturísticas, marcação de percursos pedestres, equestres e de bicicleta, a ser implementado na Reserva da Faia Brava.

Datas: 18 a 30 Agosto 2009

Local: Reserva da Faia Brava, Algodres e Cidadelhe."

(Notícia enviada ao Museu Aberto pela Sra. Eng.ª Filipa Viegas, ATN. Para mais informações - programa provisório, brochura, inscrições - basta clicar no título do texto para aceder ao site desta associação).

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Dia Internacional dos Monumentos e dos Sítios

No dia 18 de Abril comemora-se em Portugal o Dia Internacional dos Monumentos e dos Sítios, sob o tema: "Património e Ciência".
Em 1983, a Conferência Geral da UNESCO aprovou a proposta apresentada a 18 de Abril de 1992, pelo ICOMOS (Conselho Internacional dos Monumentos e dos Sítios) para a instituição do dia 18 de Abril como Dia Internacional dos Monumentos e dos Sítios. A partir de então, neste dia, sob um tema escolhido anualmente pelo ICOMOS, passaram a realizar-se conferências, colóquios e outras actividades e eventos culturais, à volta do mundo, como meio de divulgação, alerta e de sensibilização do público em geral, proprietários particulares e autoridades públicas, para a necessidade de conhecer, inventariar, restaurar, conservar, proteger e defender os monumentos e sítios que constituem a diversidade e riqueza do património cultural local, regional, nacional ou mundial. O ICOMOS dispõe de um site dedicado a este dia - ICOMOS: International Day for Monuments and Sites 18th April - que se convida a visitar.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

O Museu Aberto


"The time has come," the Walrus said, "To talk of many things: Of shoes--and ships--and sealing wax-- Of cabbages--and kings--And why the sea is boiling hot-- And whether pigs have wings."(Lewis Carroll: "The Walrus and the Carpenter" in Through The Looking Glass, Ch. IV)

Eis chegada a hora de falar de tudo e de nada, como dizia a Morsa ao Carpinteiro, a hora de desvendar todo um mundo de curiosidades e maravilhas sobre o património natural e cultural a (re)descobrir.

Falando de museus e do património em geral, o Museu Aberto é um blogue onde se podem encontrar muitas informações sobre o mundo dos museus - o que vemos, como público, mas também o que não vemos, os bastidores do trabalho de gestão museológica, o tratamento museográfico de incorporação documental do espólio de um museu, o seu estudo, documentação e inventário, restauro/conservação, segurança, exposição, divulgação e actividades educativas, em interacção com a Comunidade cuja memória, identidade cultural e patrimónios preserva.

No lado direito desta página podem ver-se ligações úteis para todas as instituições, associações e centros de documentação relevantes na área da museologia e do património natural e cultural (material e imaterial) à volta do mundo, assim como de meios e medidas existentes para a segurança e protecção do património cultural e natural, publicações online sobre estes e outros temas, de especialistas e instituições reconhecidos, actividades pedagógicas dos museus, percursos culturais para famílias, sugestões de sites, blogues, filmes, livros e revistas sobre museus e/ou sobre o património, notícias sempre actualizadas sobre estas temáticas.

Não se pretende publicar textos diariamente, pois os objectivos deste blogue não dependem de actualizações diárias.

Salvo indicação em contrário, todos os textos publicados são da autora deste blogue.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Definição de "Museu" do ICOM


Um museu é uma instituição permanente, sem fins lucrativos, ao serviço da sociedade e do seu desenvolvimento, aberto ao público, e que adquire, conserva, estuda, comunica e expõe testemunhos materiais do homem e do seu meio ambiente, tendo em vista o estudo, a educação e a fruição.


(a) A definição de museu supracitada deve ser aplicada sem quaisquer limitações resultantes da natureza da entidade responsável, do estatuto territorial, do sistema de funcionamento ou da orientação das colecções da instituição em causa.

(b) Para além das instituições designadas "museus", são abrangidos por esta definição:

(i) os sítios e monumentos naturais, arqueológicos e etnográficos e os sítios e monumentos históricos com características de museu pelas suas actividades de aquisição, conservação e comunicação dos testemunhos materiais dos povos e do seu meio ambiente;

(ii) as instituições que conservam colecções e expõem espécimens vivos de vegetais e animais, tais como jardins botânicos e zoológicos, aquários e viveiros;

(iii) os centros científicos e planetários;

(iv) as galerias de arte sem fins lucrativos; os institutos de conservação e galerias de exposição dependentes de bibliotecas e arquivos;

(v) as reservas naturais;

(vi) as organizações internacionais, nacionais, regionais e locais de museus, as administrações públicas que tutelam museus de acordo com a definição supracitada;

(vii) as instituições ou organizações sem fins lucrativos que desenvolvem actividades de conservação, investigação, educação, formação, documentação e outras relacionadas com museus e museologia;

(viii) os centros culturais e outras instituições cuja finalidade seja promover a preservação, continuidade e gestão dos recursos patrimoniais materiais e imateriais (património vivo e actividade criativa digital);

(ix) quaisquer outras instituições que o Conselho Executivo, ouvido o Conselho consultivo, considere como tendo algumas ou todas as características de um museu, ou que proporcione aos museus e aos profissionais de museus os meios para a investigação na área da Museologia, da educação ou da formação.


(Extraído do Artigo 2º dos Estatutos do ICOM, adoptados na 16ª Assembleia
Geral do ICOM (Haia, Holanda, 5 de Setembro de 1989) e alterados pela 18ª
Assembleia Geral do ICOM (Stavanger, Noruega, 7 de Julho de 1995) e pela 20ª
Assembleia Geral do ICOM (Barcelona, Espanha, 6 de Julho de 2001).