Domingo, 10 de Abril de 2011

Blogue em remodelação

Devido a problemas informáticos e a uma carga informativa não comportada por este modelo de blogue da Google, alongando demasiado o tempo da sua visualização, "O Museu Aberto" viu-se obrigado a uma remodelação, a apresentar breve, com novidades. Já falta pouco... Obrigada pelas vossas visitas!

Terça-feira, 21 de Setembro de 2010

A SPEA chama atenção para o futuro da Biodiversidade

Uma oportunidade a não perder:

"A exposição A Biodiversidade e Nós é uma iniciativa que visa alertar para a importância da conservação da biodiversidade e a sua influência no nosso dia-a-dia.

No âmbito do Ano Internacional da Biodiversidade, a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) com o apoio da SIMTEJO e da Rede Rural Nacional organizaram uma exposição dedicada à Biodiversidade, que estará presente no centro comercial Vasco da Gama (Lisboa) entre 18 e 29 de Setembro. Nos próximos dias 18, 19, 23, 24, 25 e 26 de Setembro os mais novos podem também Brincar com a Biodiversidade, das 17h às 21h na quinta e sexta-feira e das 12h às 21h, durante o fim-de-semana".

Para mais informações contactar:
Luís Costa
Director Executivo da SPEA
TLM 91 692 1419,
e-mail luis.costa@spea.pt
SPEA
Sede Nacional National Headquarters
Avenida João Crisóstomo, nº 18 – 4º Dir. 1000-179 Lisboa – Portugal
Tel. +351 918 46 82 33 Fax. +351 213 220 439 http://www.spea.pt

Campanha de angariação de donativos ajuda ave mais ameaçada da Europa


Está quase a terminar a campanha organizada pela SPEA:

"A campanha dinamizada pela SPEA entre 26 de Agosto e 26 de Setembro, precisa de angariar 7000€ para ajudar os trabalhos de recuperação do habitat da Freira da Madeira.

Na última semana a Madeira sofreu incêndios sem precedentes que arrasaram todo o maciço montanhoso central da ilha e cerca de 92% do Parque Ecológico do Funchal. O impacto na flora e na fauna foi devastador, sobretudo para a Freira da Madeira, a ave mais ameaçada da Europa na actualidade. Com o objectivo de tentar minimizar os danos, a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves colocou em marcha um pedido de donativos, para viabilizar uma série de trabalhos de recuperação do seu habitat, em colaboração com o Parque Natural da Madeira (PNM). A urgência de assegurar essa quantia prende-se com a necessidade de adquirir uma manta anti-erosão, material para criar os ninhos artificiais e remoção de vegetação exótica, equipamento de montanha e assegurar as despesas de pessoal especializado".

Comunicado disponível aqui.

Para mais informações contactar:
Ana Isabel Fagundes
Coordenadora da SPEA-Madeira
TLM 967 232 195
e-mail madeira@spea.pt


Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves
Portuguese Society for the Study of Birds
Sede Nacional National Headquarters
Avenida da Liberdade, 105 – 2º Esq. 1250-140 Lisboa – Portugal
Tel. +351 213 220 430 Fax. +351 213 220 439 http://www.spea.pt/

Para outras informações sobre esta ave e sobre o Projecto SOS Freira do Bugio, do Programa Marinho da SPEA, clicar na imagem acima.

Encontro "Património Natural e Cultural: Construção e Sustentabilidade!", 18 de Outubro, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa

O GECoRPA informa:

"O GECoRPA - Grémio das Empresas de Conservação e Restauro do Património Arquitectónico, a QUERCUS - Associação Nacional de Conservação da Natureza e a Comissão Nacional Portuguesa do Conselho Internacional dos Monumentos e dos Sítios (ICOMOS) organizam o encontro “Património Natural e Cultural: Construção e Sustentabilidade!”, com o objectivo de promover a salvaguarda do património natural e cultural como via para a sustentabilidade no ordenamento do território e na construção.

O presente encontro, tem como objectivos concretos:

I. Evidenciar os múltiplos impactos da construção, das opções estratégicas com ela relacionadas e dos sectores de actividade a montante e a jusante, sobre o património natural e o património cultural, em particular na sua vertente património construído a proteger;
II.Demonstrar que as estratégias tendentes a conservar o património natural e a reabilitar e valorizar o património construído contribuem, simultaneamente, para a sustentabilidade do sector da construção, em particular, e para o desenvolvimento sustentável do País, em geral.

O encontro, que terá lugar segunda-feira, 18 de Outubro de 2010 no auditório 3 da sede da Fundação Gulbenkian, em Lisboa, tem como destinatários todos os decisores e agentes dos sectores ligados ao ordenamento do território, ao planeamento urbano, à construção e à gestão do edificado e da infra-estrutura – arquitectos, engenheiros, economistas, promotores, gestores, empreiteiros, formadores -- interessados em contribuir, na sua esfera de actividade, para uma melhor aplicação dos princípios do desenvolvimento sustentável.

Mais informações (programa e ficha de inscrição) aqui".
GECoRPA
Tel.: 213 542 336
Fax: 213 157 996
construcaosustentavel@gecorpa.pt

Domingo, 12 de Setembro de 2010

As 7 Maravilhas Naturais de Portugal

Eleger apenas 7 "Maravilhas Naturais" entre 21 candidaturas finalistas, num país onde cada região se apresenta única, em biodiversidade, riqueza patrimonial, beleza e encanto, é sempre complicado, tal como já o foi escolher as 7 Maravilhas do Património Português no Mundo. Com um sucesso cada vez maior, este novo concurso das 7 Maravilhas veio agora dar a conhecer aos portugueses o Património Natural de Portugal continental e Ilhas, como meio de o valorizar, de sensibilizar e de promover a sua salvaguarda, protecção e conservação.

Como Luís Segadães, Presidente da New 7 Wonders Portugal, explicou ao Diário de Notícias(12/09/2010): "os portugueses não querem saber daquilo que não conhecem. Por isso fizemos este esforço para dar a conhecer ao nosso país aquilo que ele tem de mais belo", acrescentando que tinha sido "um evento de grande escala que pretendia promover na opinião pública a protecção do ambiente".

No site do concurso (clicar na imagem acima) entre vídeos, reportagens, e outras curiosidades, são ainda apresentados os 7 Mandamentos das Maravilhas Naturais - as 7 boas práticas a ter em espaços de natureza, quando os visitamos, e que é fundamental cumprir, para a preservação de um Património Natural que é de todos, seguindo uma educação ambiental e cultural que conduza a um turismo mais consciente e responsável.

Foram ontem finalmente conhecidos os resultados dos 656.356 votos, durante o espectáculo de gala da Declaração Oficial das 7 Maravilhas Naturais de Portugal, nas Portas do Mar, em Ponta Delgada (S. Miguel, Açores). Alcançaram este título as seguintes "7 Maravilhas Naturais de Portugal":

Categoria Florestas e Matas: Floresta Laurissilva da Madeira (igualmente Património Natural da Humanidade).




Categoria Áreas Protegidas: Parque Nacional da Peneda-Gerês, Minho (Reserva Natural).




Categoria Grutas e Cavernas: Grutas de Mira d'Aire (no Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros).





Categoria Zonas Aquáticas Não-Marinhas: Lagoa das Sete Cidades, S. Miguel, Açores (Paisagem Protegida).




Categoria de Praias e Falésias: Portinho da Arrábida (Setúbal).




Categoria de Zonas Marítimas: Ria Formosa, Algarve (Zona Húmida de Interesse Nacional).



Categoria de Grandes Relevos: Paisagem Vulcânica da Ilha do Pico, Açores (a Paisagem da Cultura da Vinha desta Ilha é Paisagem Cultural -Património da Humanidade).


Parabéns aos vencedores, pela sua beleza e riqueza patrimonial natural ímpares! E parabéns, igualmente, aos vencidos, vencidos somente pela limitação numérica de Maravilhas possíveis...

Uma última nota, menos positiva: o tema da coreografia do espectáculo de gala pretendeu ilustrar, em sete actos, os diversos estados de alma (dos mais negativos e deprimentes, aos mais positivos e eufóricos) numa progressiva consciencialização do Homem para a beleza e protecção do Património Natural. Lamentavelmente, apenas a apresentação, entre cada acto de dança, das imagens das belas paisagens a concurso, relembrava ao espectador o propósito do espectáculo.

Quarta-feira, 4 de Agosto de 2010

"Morte estática" no Golfo do México

Há que concordar, o petróleo é útil - usamo-lo nas fábricas, marinha, aviação, exército, nos carros, em máquinas diversas, obtemos variadíssimos produtos utilíssimos (como toda a gama dos plásticos, por exemplo). Mas o que quer que possamos dizer de bom dele, a verdade é que o petróleo é ecologicamente inviável. É uma forma de energia suja, que nos envenena o ar e todos os organismos vivos. O petróleo envenena e intoxica as plantas e os animais aquáticos ou marinhos - plâncton, peixes, crustáceos, moluscos, aves. Cobre a superfície da água com a sua matéria espessa e oleosa, impedindo a passagem da luz, matando todos os microorganismos e organismos que dela necessitam para a sua sobrevivência; recobre os peixes, mamíferos e aves com um manto pegajoso que lhes tapa os poros da pele, inutiliza escamas, barbatanas, penas e asas, e os paralisa e sufoca numa lenta e horrível agonia, até à morte.

Abaixo estão duas imagens dessa agonia, um cartoon e o seu correspondente real, que nos lembra que, para a esmagadora maioria dos seres vivos que anteriormente polulavam nas águas e acima das águas da área afectada pelo derrame do Golfo do México, a ajuda humana com os seus detergentes e boa vontade, chegou tarde ou nem chegou sequer. Lembra-nos, igualmente, que o assunto não é para rir. É só pormo-nos no lugar da ave marinha - algo impossível, na verdade; nós sempre vamos tendo os meios e a capacidade de nos limparmos a nós mesmos do crude; os animais não.

O cartoon é de Paul Combs, tendo sido publicado no "The Tampa Tribune". A imagem da ave marinha é da internet.


Segundo as notícias transmitidas pela BP, o poço de petróleo do Golfo do México terá sido finalmente fechado, através de uma manobra a que chamam "morte estática" e que consistiu em lançar lama para dentro do poço de petróleo. No entanto, a sua selagem definitiva, com cimento, ocorrerá apenas daqui a uma semana. Será com certeza relevante lembrar que a 15 de Junho a BP havia anunciado o êxito do tamponamento temporário deste poço... apesar deste continuar a verter petróleo para o oceano. Congratulemo-nos portanto, ficando "de pé atrás" com este seu novo êxito.

De qualquer modo, como pode ser verificado no contador do derrame de petróleo, algumas mensagens mais abaixo, o cômputo final do desastre parou hoje, 4 de Agosto de 2010, aos 92.340.117 barris de crude lançados ao mar. Outros cálculos serão mais modestos, outros ainda serão mais catastróficos. Enfim, cálculos há muitos, mas certezas há poucas.

O que se pode dizer com total certeza é de que este derrame de petróleo constitui o pior desastre ecológico de todos os derrames de petróleo, ultrapassando de largo, o desastre do Exxon Valdez, no Alasca, em 1989. O desastre ecológico do Golfo do México entrou assim, da pior maneira, para o Hall of Fame dos atentados ao meio ambiente. E, apesar dos seus esforços, a BP, em vez do Óscar, merecerá antes a Framboesa de Ouro.

Convido ainda a visita a dois sites muito interessantes sobre este tema. O primeiro é um infográfico, que explica, através de imagens comparativas, a dimensão deste desastre; o segundo é um mapa da Google, que sobrepõe a área do desastre a qualquer zona do globo, ajudando-nos a apercebermo-nos das dimensões do desastre e do que sentiríamos se tivesse ocorrido na localidade onde moramos, na nossa casa...

Infográfico de David MacCandeless: "Podemos dar-nos ao luxo de derramar petróleo?" (05/05/2010)

"E se [o derrame de petróleo] fosse na minha casa?" - If it was my home (Visualizing the BP Oil Spill /Disaster).

Quarta-feira, 30 de Junho de 2010

Museu da Cortiça: Conclusões


A Jornada de Reflexão sobre o futuro do Museu da Cortiça (Fábrica do Inglês, em Silves), realizou-se no dia 26 de Junho. Nesse encontro foi produzido um documento com as Conclusões, já se encontra disponibilizado no site do ICOM-Portugal, e ao qual se pode aceder, igualmente, aqui.

É de notar que este museu, com um dos maiores espólios documentais existentes sobre a indústria e exportação da cortiça, em Portugal, remontando a 1870, onde foram investidos 12 milhões de euros, foi inaugurado em 1999 e recebeu o Prémio Luigi Micheletti, como o Melhor Museu Industrial Europeu em 2001. A insolvência do maior accionista da Fábrica do Inglês, o grupo Alicoop, levou o museu a encerrar portas a 18 de maio de 2010.

Pede-se no documento das Conclusões que, de uma classificação de "imóvel de interesse municipal", se passe, pelo menos, para a classificação de "imóvel de interesse público", como uma das medidas urgentes de protecção legal e salvaguarda do património imóvel e integrado que o constitui.

De ora em diante, infelizmente, visitas apenas na sua página Web:

Domingo, 20 de Junho de 2010

José Saramago (1922-2010)

No dia 18 de Junho, na sua casa em Lanzarote, partiu deste mundo José de Sousa Saramago, Jornalista, Argumentista, Dramaturgo, Escritor, Poeta, Pensador, Humanista, Prémio Camões (1995) e Prémio Nobel da Literatura (1998), o Inconformado, o Português que se preferia ver Ibérico, o Homem.

Tendo escrito livros tão memoráveis como Memorial do Convento, O Ano da Morte de Ricardo Reis, Jangada de Pedra ou o Ensaio sobre a Cegueira, de entre a sua vasta obra literária, relembro aqui uma das suas crónicas, escrita em tom de conto de fadas moral, que convido vivamente à sua posterior leitura integral, e da qual cito os dois primeiros parágrafos e refrão:

"Era uma vez um rei que nascera com um defeito no coração e que vivia num grande palácio (como sempre costumam ser os palácios dos reis), cercado de desertos por todos os lados, menos por um. Seguindo o gosto da mazela com que viera ao mundo, mandara arrasar os campos em redor do palácio, de tal maneira que, assomando pela manhã à janela do seu quarto, podia ver desolação e ruínas até ao fim e ao fundo do horizonte.

E quem isto ler e não for contar,
Em cinza morta se há-de tornar.

Encostado ao palácio, da banda das traseiras, havia um pequeno espaço murado que parecia uma ilha e que ali calhara ficar por estar a salvo dos olhares do rei, que muito mais se comprazia nas vistas da fachada nobre. Um dia, porém, o rei acordou com sede de outros desertos e lembrou-se do quintal que um poeta da corte, adulador como a língua de um cão de regaço, já antes comparara a um espinho que picasse a rosa que, em seu dizer, era o palácio do monarca. Deu pois o soberano a volta à real morada, levando atrás de si os cortesãos e os executores das suas justiças, e foi olhar torvo o muro branco do quintal e os ramos das árvores que lá dentro tinham crescido. Pasmou o rei da sua própria indolência que consentira o escândalo e deu ordens aos criados. Saltaram estes o muro, com grande alarido de vozes e de serrotes, e cortaram as copas que por cima sobressaíam.

E quem isto ler e não for contar,
Em cinza morta se há-de tornar.

(...)"

(José Saramago, "A História do rei que fazia desertos" in A Bagagem do Viajante, Crónicas, 6ª Edição, Editorial Caminho, 1999, pp.111)

José Saramago deixa-nos em todos os seus escritos o seu exemplo, as suas ideias e alertas, para nossa reflexão e acção, para nos sacudir de uma dormência e cegueira no modo como nos encaramos e encaramos o mundo e no tipo de acção que exercemos sobre ele, lembrando-nos, que "as misérias do mundo estão aí, e só há dois modos de reagir diante delas: ou entender que não se tem a culpa e, portanto, encolher os ombros e dizer que não está nas suas mãos remediá-lo -e isto é certo -, ou, melhor, assumir que, ainda quando não está nas nossas mãos resolvê-lo, devemos comportar-nos como se assim fosse." (Fundação José Saramago: "Responsabilidade", comentário de José Saramago extraído de La Jornada, México, 3 de Dezembro de 1998)

E se nos comportarmos como se tivessemos nas nossas mãos o poder de mudar o mundo para melhor, pelo menos, humanamente entre nós, e ecologicamente, na salvaguarda de um património natural comum a todos e fundamental para a nossa própria sobrevivência enquanto espécie, conseguiremos mudar o mundo, todos os dias, uma acção, um lugar ou uma pessoa de cada vez, até sermos muitos, até sermos todos a ter a consciência de que é realmente nosso esse poder e é essa a nossa responsabilidade.

Visite-se também:


A Flor Mais Grande do Mundo



Terça-feira, 18 de Maio de 2010

Mais 10 museus portugueses na RPM

Hoje, 18 de Maio, Dia Internacional dos Museus, no Museu Regional de Beja, pelas 16h00, irá decorrer uma cerimónia oficial para a entrega da Credenciação de Qualidade da Rede Portuguesa de Museus a mais dez museus portugueses, presidida pelo Secretário de Estado da Cultura, Dr. Elísio Summavieille.

É igualmente este o décimo ano de existência da Rede Portuguesa de Museus, projecto responsável por uma reestruturação e exigência de máxima qualidade dos nossos museus, estando ainda em processo de avaliação as candidaturas para a obtenção de Credenciação de Qualidade e integração na RPM, de cerca de 60 outros museus.

Passa-se a enumerar a lista dos novos museus que integram agora a RPM, alguns dos quais com sites muito bons, em termos informativos e de webdesign, dois deles com existência online em blogues (clicar nos seus nomes ou imagens):

Tutela Municipal

Museu de Arte Pré-Histórica e do Sagrado do Vale do Tejo (Câmara Municipal de Mação);

Museu da Indústria de Chapelaria (Câmara Municipal de São João da Madeira);




Museu Marítimo de Ílhavo (Câmara Municipal de Ílhavo):




Museu Municipal de Estremoz (Câmara Municipal de Estremoz):




Museu Municipal de Ferreira do Alentejo (Câmara Municipal de Ferreira do Alentejo);

Museu do Convento dos Lóios (Câmara Municipal de Santa Maria da Feira);

Museu Municipal de Coimbra (Câmara Municipal de Coimbra).



Tutela de Assembleia Distrital


Museu Rainha D. Leonor / Museu Regional de Beja (Assembleia Distrital de Beja):





Tutela Privada (Empresarial)


Museu da Luz (EDIA, S.A. - Empresa de Desenvolvimento e Infra-Estruturas do Alqueva, S.A.):



Museu da Carris (Companhia de Carris de Ferro de Lisboa, S.A.):


Domingo, 9 de Maio de 2010

Os museus e a visita do Papa

Para comemorar a vinda de Sua Eminência o Papa Bento XVI a Portugal, o Ministério da Cultura determinou por despacho que, no dia 11 de Maio de 2010, as entradas serão gratuitas nos museus e palácios da tutela do IMC, IGESPAR e Direcções Regionais da Cultura, mantendo-se os seus museus, palácios, monumentos e sítios abertos, também nos dias 13 e 14 de Maio. É de aproveitar esta oportunidade única para um outro tipo de peregrinagem... cultural.

18 de Maio - Dia Internacional dos Museus


Este ano a ICOM propôs como tema para a comemoração do Dia Internacional dos Museus, "Os Museus e a Harmonia Social", enfatizando mais uma vez o papel dos museus no desenvolvimento das comunidades que servem e cuja memória guardam e interpretam, através de uma inter-relação viva e frutuosa, com acções culturais e científicas voltadas para os interesses e necessidades dessas comunidades, procurando-se promover assim uma cultura de bem estar e harmonia social.

A Newsletter do ICOM sobre este tema pode ser lida aqui.

Em Portugal, o programa das diversas iniciativas dos museus para o dia 18 de Maio, aparecerá em breve na página do IMC.

No dia 15 de Maio, a Noite dos Museus proporcionará aos visitantes, nos museus e palácios participantes, actividades culturais e festivas gratuitas, desde o final da tarde até cerca da meia-noite.

Foi o Ministère de la Culture et de la Communication, de França, que propôs em 1999 o acesso gratuito aos museus num Domingo de Primavera, ideia adoptada desde 2001 na Europa, pelos países signatários da Convenção Cultural do Conselho Europeu. A partir de 2005, sugeriu-se a comemoração da Noite Europeia dos Museus, de modo a atrair um público mais jovem às actividades culturais, na esteira do sucesso que uma iniciativa semelhante já estava a ter em museus de Berlim, Amesterdão, Zurique ou Bâle. A esta iniciativa é dedicado um sítio na Internet (Nuit des Musées) e um blogue (La Nuit Européenne des Musées) que se convidam a visitar e onde se podem obter mais informações.

Abaixo pode-se assistir ao vídeo de promoção da Noite Europeia dos Museus - bonito mas com pouca ou nenhuma informação...

E continua o derrame de petróleo para o oceano...

No Golfo do México o petróleo continua derramar-se no oceano. Este dispositivo disponibilizado pela PBS indica-nos a velocidade a que o derrame de petróleo continua a ocorrer, segundo a avaliação da NOAA (National Oceanic and Atmosphere Administration) - cerca de duzentos e dez mil barris por dia.



Acontece que esta estimativa, num cenário de desastre de dimensões ainda incalculáveis, surge como demasiado optimista na opinião de outros especialistas, que consideram que o derrame ocorre antes à velocidade de um milhão e cinquenta mil barris por dia. Já a própria BP, responsável pelo desastre, assume que, pelo contrário, estará a ocorrer um derrame de dois milhões, quinhentos e vinte mil barris de petróleo por dia...

Equipas da BP têm acorrido ao local a tentar conter o derrame através de várias medidas. Até agora, a equipa de engenheiros de Houston (Texas, EUA), apenas conseguiu fechar uma pequena fuga, através de robots de mergulho telecomandados. Ainda segundo a PBS, muitos milhares de barris de químicos têm sido lançados por aviões ao mar, para escumar e dispersar a mancha de crude à superfície, ou para a sua queima controlada. Uma medida inédita adoptada pela BP foi o transporte para o local de uma caixa-contentor de cerca de cem toneladas, de quatro andares de altura, em cimento e aço, que está a ser colocada sobre as fugas, a mil, quinhentos e vinte e quatro metros de profundidade, e que supostamente até segunda-feira canalizará oitenta e cinco porcento do petróleo para a superfície, controlando-se assim, ainda que temporariamente, este derrame intensivo. De qualquer modo, no Golfo do México o cenário vai permanecer dantesco.

Ao longo das costas do sul dos Estados Unidos encontram-se trinta mil voluntários de prevenção para conter danos caso o petróleo atinja as costas. De lembrar que é nesta zona do litoral norte-americano que se situa quase metade dos seus pântanos (áreas protegidas de delicada biodiversidade, fundamentais para aves migratórias e de difícil acesso e protecção contra estas marés negras) e onde se situam muitos portos de pesca.

Muitos esforços estão a ser feitos para remediar o mal, mas muitas dezenas de anos serão precisos para recuperar os danos causados (ainda a contabilizar) a este ecossistema.

Domingo, 2 de Maio de 2010

As marés negras da nossa alma

Mais uma vez somos confrontados com uma catástrofe ecológica, de dimensões ainda incalculáveis: uma plataforma de petróleo da BP, no Golfo do México, sofreu uma violenta explosão no dia 20 de Abril, com a perda de 11 vidas humanas, afundando-se dois dias depois, ao largo da costa do estado do Louisiana (EUA). Segundo as agências noticiosas, desde então detectaram-se pelo menos 3 fugas de petróleo, tendo-se vindo a derramar no mar cerca de 210.000 barris de petróleo por dia, causando uma vasta mancha negra a destruir os ecossistemas marinhos e do litoral dos EUA (Louisiana, Florida, Alabama e Mississipi). O mau tempo que se tem verificado nesta zona tem aumentado a velocidade e extensão desta mancha negra, observando-se mesmo do espaço (em cima pode ver-se uma imagem de satélite da Agência Europeia Espacial).

Numa maré negra, habitualmente causada pelos grandes petroleiros que continuam a cruzar os oceanos, quer por acidente, quer por limpeza criminosa dos seus tanques (por ano, continuam a ser derramados cerca de 600.000 litros de petróleo bruto nos mares sem que ninguém assuma responsabilidades), uma das primeiras calamidades é o facto de o manto espesso de crude impedir a passagem dos raios solares, de modo a realizar-se a fotossíntese, destruindo-se a flora marinha (e.g., algas), possibilitando a proliferação de organismos anaeróbicos (e.g., bactérias) aniquilando, por consequência, a fauna marinha. A par desta calamidade, qualquer ser vivo, peixe, mamífero ou ave atingidos por este manto, são rapidamente envenenados, imobilizados e sufocados por este. Por fim, os efeitos destas marés negras persistem no tempo, mesmo depois das limpezas aparentes, pela demora com que os ecossistemas se recuperam e pelas substâncias carcinogénicas e tóxicas que permanecem nas águas, absorvidas pela fauna e flora, causando mutações genéticas, doenças e toxinas que, eventualmente, vão parar à nossa mesa.

Aparentemente, o ser humano é o único que continua a encontrar mais virtudes do que defeitos no petróleo, apesar de ter ao alcance da mão energias limpas renováveis (solar, eólica, hidráulica, marés), mas isso não é de admirar: é igualmente o único ser vivo que considera normal poluir as águas, rios e mares de que depende a sua vida, é o único a achar que pode continuar a destruir tudo e mais alguma coisa, na terra, no ar e no mar, a seu bel-prazer, simplesmente porque tem o poder de o fazer. E, portanto, o ser humano, em vez de resolver o problema pela raiz, prefere continuar a reunir em conferências internacionais peritos em conter e lavar derrames de petróleo (vejam a International Oil Spill Conference, por exemplo), perpetuando os lucros das grandes companhias petrolíferas e dos seus investidores, à custa de um ataque constante à nossa biodiversidade. Mas não faz mal, o que importa é termos especialistas para nos ensinar a lavar as marés negras da nossa alma.

O grande desenhador argentino Joaquín Lavado (Quino) tem abordado estes e outros temas, criando verdadeiros cartazes que gritam bem alto contra as injustiças e misérias deste mundo, políticas, económicas, sociais e ecológicas. O seu "Moderno Testamento - Génesis do Fim"(1), é admirável e profético, caso não se trave a monstruosa e louca ganância que prolifera neste mundo. Aqui fica essa espantosa reflexão:


Quem nos dera estarmos enganados...

Imagem acima:


(1). Quino, "Moderno Testamento - Génesis do Fim" in Não fui eu!, Bertrand Editora, Venda Nova, 1995, p.93.

Sexta-feira, 16 de Abril de 2010

18 de Abril - Dia Internacional dos Monumentos e dos Sítios

Este ano a ICOMOS propôs um novo tema para a comemoração do Dia Internacional dos Monumentos e dos Sítios: "Património Rural/Paisagens Culturais". O IGESPAR, as Direcções Regionais da Cultura, os Municípios, os Museus e Instituições Culturais e Científicas, privadas e públicas, promovem iniciativas culturais em Portugal continental e ilhas - Açores e Madeira.

O programa das Comemorações pode ser consultado aqui:

Sexta-feira, 19 de Março de 2010

Malta, o paraíso dos caçadores ilegais, ignora regras da UE

Mais uma notícia da SPEA:

"Dezenas de milhares de aves migratórias voam em direcção ao Norte da Europa para os seus locais de alimentação e mais uma vez vão enfrentar esta Primavera outra temporada de caça de aves, indo contra a legislação europeia." O comunicado está disponível aqui.



Para mais informações contactar:
Luís Costa
Director Executivo da SPEA
TLM 91 692 1419,
e-mail luis.costa@spea.pt

Tolga Temuge,
BirdLife Malta
Executive Director
(356) 21 347 644-5